domingo, 1 de abril de 2012

Eu não me Atrevo




O amor que não veio…


Se acaso penso em ti, me inquieta o pensamento…
por que havias de vir assim tarde demais?
bem que eu tinha de há muito um cruel pressentimento,
– e há sempre um desespero em nós,
se num momento
desejamos voltar a vida para trás…

neste instante imagino o que teria sido
o meu vago destino desorientado,
se antes, eu já te houvesse um dia conhecido,
a esse tempo, meu Deus!...— e esse tempo perdido
pudesse ao teu convívio ter aproveitado!

não há nada entre nós, nada… e em verdade há a vida
que nos chama e nos prende!… e já agora imagino
que aqui estás ao meu lado a ouvir-me comovida
e me entregas a mão, — e entrego-te vencida
a minha alma, — e com ela todo o meu destino!

não há nada entre nós, — mas se nos encontramos
ouvirás de hoje em diante um poema onde tu fores,
– trouxemos o destino estranho de dois ramos,
separados, — que importa? ainda assim nos juntamos
confundindo as ramagens, misturando as flores…

e eu nem te vi direito! um olhar sob um véu,
(há qualquer coisa estranha num olhar velado…)
– um olhar, — não direi que em teu olhar há um céu,
quando sei que afinal há tanta angustia e fel
em tudo o que me tens da vida revelado!

acompanhei-te o vulto um segundo, alguns passos,
nada mais, e no entanto, se quiser pensar
sou capaz de te ver, (há gestos nos espaços,
e guardei a visão dos teus braços, — teus braços
guardei-os, como dois clarões dentro do olhar!)

e devem ser macias as tuas mãos, — não ouso
pensar no que elas guardem nos seus finos dedos,
– pensando em tuas mãos, penso em sombra, em repouso,
num lugar quieto e bom, e num vento amoroso
a soprar entre as folhas múrmuros segredos…

mas… que saibas perdoar estas coisas que escrevo,
pensei-as a escutar distante a tua voz,
e há algumas coisas mais, que a dizer não me atrevo,
é que escrevo demais, e não posso, e não devo,
e não tenho o direito de falar de nós…

(J.G. de Araújo Jorge)


Pedi aos céus para que me levasse a você, e dentre as nuvens um anjo veio tomando-me pela mão, levou-me até onde estarias e lá deixou-me, sobre alvos lençóis de seda!... 
Eis que surge você, em meio a névoa do desconhecido tomando conta de mim, agora não saberei mais viver sem você, AMOR! 

(PAULO NUNES JUNIOR)

2 comentários:

  1. Oi amiga linda!
    Ah! o amor! O amor nos faz viver, o amor nos faz sorrir, o amor nos encanta,o amor nos faz cantar, o amor nos põe de pé... o amor também nos faz sofrer,nos faz chorar, nos faz bobos,nos arrasta...não importa, que ele sempre venha sobre nós com toda a sua força, que ele nos tome com todo o seu calor ,toda a sua energia contagiante, toda a sua grandeza!
    Lindas suas palavras sobre o amor!
    Não dá para viver sem o amor, é o mesmo que passar pela vida e não vivê-la!
    Que Deus possa nos esvaziar de nós mesmos todos os dias e nos encher através de seu Santo Espírito, com seu amor, que tudo sofre,tudo perdoa, não busca seus próprios interesses, suporta tudo, apenas ama...1 corintios 13
    Te amo em Cristo amiga!
    Um domingo maravilhoso p/ ti!
    Com carinho
    Marly

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  2. Olá, querida amiga Marly
    Vc também receba o Espírito Santo de Deus em seu coração!!!
    Bjm de paz

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