domingo, 20 de maio de 2012

Os dois em Silêncio





(J.G. de Araujo Jorge)

E então ficamos os dois em silêncio, tão quietos 
como dois pássaros na sombra, recolhidos 
ao mesmo ninho, 
como dois caminhos na noite, dois caminhos 
que se juntam 
num mesmo caminho... 

Já não ouso... já não coras... 
E o silêncio é tão nosso, e a quietude tamanha 
que qualquer palavra bateria estranha 
como um viajante, altas horas... 

Nada há mais a dizer, depois que as próprias mãos 
silenciaram seus carinhos... 
Estamos um no outro 
como se estivéssemos sozinhos... 

2 comentários: