segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Amar no Infinito


O verbo no infinito

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito…
(Vinicius de Moraes)

2 comentários:

  1. Ooi queridaa, passei para lhe oferecer com muito carinho meu presentinho de natal. Espero que goste!

    Bjs, bjs. Elly L.

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  2. Um poema muito bonito e que nos transporta para além das nossas necessidades físicas.
    Gostei muito também do poema que abre esta página.
    Que no nosso interior renasça todos os dias a estrela do amor e da paz.

    Retribuo o carinho e os votos de boas festas.
    Que o Menino Jesus no seu ar de criança bela e pura vos abençoe a todos e vos presenteie com aquilo que mais desejais.

    Boas Festas

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