domingo, 23 de dezembro de 2012

Doar Amor Integral ao Invés de Migalhas



Ele está no volante.
Ela, no banco do passageiro.
O carro está parado no sinal vermelho.
A mente dele está divagando.
Ela está em silêncio, introspectiva.
De repente, ela dispara:
-Você me ama?
Para ele, a pergunta dela parece totalmente descabida para o momento. Nada tem a ver com a situação em que eles estão e nem com o que ele está pensando; é inapropriada para a  ocasião.
Então, com desinteresse, ele resmunga de modo robótico:
-Amo sim.
Mas a resposta não é suficiente para satisfazê-la, então ela insiste:
-Você me ama
Confuso, ele olha para ela e retruca:
-Eu já disse que sim
-Não foi isso que eu perguntei, replica ela.
Com uma mudança de estado de espírito, da necessidade branda, por um desejo intenso, ela o inquiriu de modo incisivo:
-Eu perguntei se você me ama?
Engatando a primeira e saindo rapidamente assim que o sinal abre, ele fala alto:
-Eu já disse que te amo, tá bom?
Ela  se encoleriza no banco e replica mais alto ainda:
-Só o que perguntei foi se você me ama e você já começa a gritar.
Ele não responde nada e nos vinte minutos seguintes paira entre os dois um silêncio carregado de tensão.
Por fim, não conseguindo mais suportar a situação, ele se vira para ela e diz:
-Amorzinho, me desculpe pela maneira como agi com você. Me perdoe. Acho que o diabo aprontou mais essa.

O diabo nada tem a ver com isso... o Problema é a surdez insensível que todos temos, aqui, no caso, a do marido...
Todos precisamos de afeição e atenção especial.

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