segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Amor de Deus (I)




"Então sinto, repentinamente, através do meu gemido, apesar de tudo, uma profunda paz interior. 
A ferida não para de doer mas eu deixo de ficar revolvendo-a. 
Nele eu sinto que sou aceito e amado por Deus. 
Isto transforma a dor de quem está ferido na dor de que é amado, que é mais leve de suportar.
Não basta ter fé para experimentar tal realidade, mas precisamos nos relacionar de outras maneiras com a água, com o ar, com o alimento.
Quando repasso minha história pessoal e imagino que em todos os meus caminhos, desvio e descaminhos, 
Deus me amou, jamais retirou de mim, sua mão amorosa, olhou para minha infância com outros olhos; posso me dar conta de que o amor de Deus me envolve também lá, onde não pereci porque a falta de amor das pessoas havia me machucado. 
Então, após a raiva e a dor pelas feridas, aumentará em mim, também a noção de amor e de ser amado; mesmo com minhas chagas e em minhas chagas sempre permaneci o filho amado, a filha amada de Deus.
Seu grandioso amor nem sempre oferece apenas amparo; ele desabrocha muitas vezes, justamente quando tudo está despedaçado dentre de nós.
 E, em meio à dor pelo fracasso, damos conta de que, no fundo, somos amados. 
Não ficamos delirando em virtude deste amor. 
Mas podemos nos entregar a ele e assim ficam bem tranquilos, humildes e livres de nós mesmos em relação à vida."

2 comentários:

  1. Bom dia Roselia..
    este amor nunca cessa.. temos ele sempre vertendo sobre nós..
    basta nos silenciarmos , sentirmos.. deixarmos esta mão nos guiar..
    bjs de bom dia e até sempre

    Lapidando Versos

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  2. Esse amor nos dá um grande conforto! Como ficou linda sua carta! Li e reli diversas vezes! bjs,

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