sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Por acaso (IV)


"Não fiquem encantados
Se o gosto permaneceis desse modo
Porque a causa do mal
É estranha a todo o resto.
E, assim, toda criatura 
Acaba por sentir-se estranha
E ele saboreia um não sei o quê
Que só se alcança por acaso."


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Por acaso (III)


"Aquele que fica enlarguecido de amor
Por ser divino atingido
Seu gosto se transforme de tal modo
Que os sabores lhe escapam
Com aquele que, tendo febre,
Sente aversão por iguarias que estão á sua frente
E tem pena de um não sei o quê
Que só se alcança por acaso."



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Por acaso (II)


"Coração generoso
Nunca se preocupa em se conter
Onde é possível continuar avançando
Ele se detém no mais difícil;

Nada o satisfaz
E sua fé aumenta também
Que ele saboreia um não sei o quê
Que só se alcança por acaso."

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Por acaso (I)


"Nem por toda a beleza
Deixar-me-ei perder,
Mas somente por um não sei o quê
Que se alcança por acaso
O sabor de um bem acabado
O máximo que ele possa fazer
É enfastiar o apetite
E estragar o paladar;
Assim, nem por toda a doçura
Deixar-me-ei perder
Mas somente por um não sei o quê
Que se alcança por acaso."