sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Como não Te Amar?


COMO  NÃO  TE  AMAREI,
A  TI  QUE  ASSIM  ME  AMASTE
Das  Homilias  de  São  Gregório de Nissa, bispo,
sobre o Cântico dos Cânticos


           Avisa-me, amado de minha alma, onde apascentas, onde descansas o rebanho ao meio-dia, para que eu não vague perdido entre os rebanhos dos teus companheiros  (Ct 1,7).  Onde apascentas, ó bom pastor, que trazes nos ombros todo o rebanho? (Pois a única ovelha que tomaste sobre os ombros representa todos os homens). Mostra-me um lugar de repouso, conduze-me a pastos bons e nutritivos, chama-me pelo meu nome, para que eu, que sou ovelha, ouça a tua voz; e por força de tua voz, dá-me a vida eterna: avisa-me, amado de minha alma.
           Chamo-te assim, pois o teu nome está acima de todo nome e de toda inteligência, e não pode sequer ser pronunciado ou compreendido pelos seres racionais. O teu nome é revelador da tua bondade, é o sentimento da minha alma para contigo. Como, pois, não te amarei, a ti que assim me amaste, apesar de negra, que deste a tua vida pelas ovelhas que apascentas? Não se pode imaginar maior amor que este: que tenhas dado a tua vida pela minha salvação. Por isso: Avisa-me onde apascentasa fim de que, tendo encontrado a pastagem salutar, eu me sacie do alimento celeste, do qual quem não come, não pode entrar na vida eterna. E, aproximando-me da fonte, beba do cálice divino que apresentas aos sedentos, água que jorra do teu lado, da ferida aberta pela lança, que no que a prova torna-se uma fonte de água jorrando para avida eterna  (Jo 4,14).
       Se me apascentares assim, far-me-ás repousar ao meio-dia, quando, logo adormecendo em paz, descansarei na luz que não tem sombra; pois que ao meio-dia não há sombra, estando o sol a pino, e nessa hora fazes repousar os que apascentaste, quando acolhes os teus filhos em teus aposentos. Mas quem não for filho da luz e filho do dia não será considerado digno desse descanso meridiano. Mostra-me pois como convém repousar e apascentar, e qual seja o caminho do repouso meridiano, para não acontecer que, afastando-me da tua mão por ignorância da verdade, me ajunte a outros rebanhos que não são os das tuas ovelhas.
       

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

domingo, 13 de dezembro de 2015

O Amor é Saudade



De longe te hei de amar 
- da tranquila distância 
em que o amor é saudade 
e o desejo, constância. 

(Cecília Meireles)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O Amor é Triste



Nunca ninguém viu ninguém
que o amor pusesse tão triste.
Essa tristeza não viste,
e eu sei que ela se vê bem...

(Cecília Meireles)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015